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Beyond Templates
Por que o laudo radiológico não é um problema de seleção de template — e como é um sistema de laudos que escala de verdade.
Todo laudo que você assina é renderizado a partir de um estado clínico: indicação, técnica, comparação, achados, medidas, impressão, estilo. Bibliotecas de templates tentam pré-escrever saídas para esse espaço. Mas o espaço cresce por multiplicação — e catálogos de templates crescem um template por vez.
Templates não são inúteis — são ótimas superfícies de apresentação. Só são a unidade errada de escala. Este trabalho formaliza o porquê e descreve a alternativa: um motor composicional que armazena componentes semânticos reutilizáveis e renderiza laudos a partir de estados clínicos validados.
Do que um laudo é feito
Por trás da prosa, todo laudo codifica um objeto estruturado. Cada bloco abaixo é uma variável relevante com seu próprio conjunto de valores clinicamente distintos. Clique para ver o que existe dentro.
Conte você mesmo
Pegue um exame de rotina. Escolha números conservadores — menores do que os da sua prática. Multiplique. Esse é o Report Space Lower Bound (RSLB): o número mínimo de estados de laudo clinicamente distintos.
Três exames comuns, em escala logarítmica
Cada passo neste eixo é um fator de dez. Os domínios usados são deliberadamente pequenos — a prática real adiciona fraseado, recomendações, lógica de diretrizes, interações entre achados.
Multiplicação vs. adição
O mesmo exame, duas curvas. A cada slot de achado adicionado, o número de estados de laudo multiplica — mas o número de componentes que um motor composicional precisa armazenar apenas soma. O eixo vertical é logarítmico: a linha vermelha reta é, na verdade, uma explosão exponencial.
Catálogo vs. composição
Um catálogo de templates armazena saídas prontas. Um motor composicional armazena partes e regras, e monta o laudo na hora da assinatura. Um cresce por multiplicação; o outro, por adição.
Sete camadas, um estado auditável
Do exame que chega na sua worklist ao laudo que você assina. Regras determinísticas, LLMs ou híbridos podem implementar cada camada — o que importa é o estado semântico auditável fluindo entre elas.
O motor em miniatura
Um US de abdome superior reduzido a três slots. Escolha o estado de cada slot e veja o motor validar o estado clínico e renderizar achados + impressão — sem nenhum template pré-escrito para esta combinação.
LAIBench: avaliação com gates rígidos
O protocolo de avaliação está implementado como um harness aberto, o LAIBench. Cinco dimensões ponderadas pontuam cada laudo gerado — mas um achado crítico perdido ou fabricado nunca é diluído na média. Ele limita a nota e força reprovação. Não existe eixo de prosa ou estética.